Playteste de variação de regras

Uma sugestão feita no AgileBrazil para o BDD Warriors foi permitir usar a cláusula E no momento em que um cenário está sendo completado, então resolvemos fazer um teste dessa variação.

Conclusão: é um recurso interessante e pode-se fazer um paralelo com o trabalho se os cenários estiverem confusos e difíceis de sair. Não aconteceu muito nessa partida – talvez porque também jogamos os Es do modo normal durante o jogo.

Quatro jogadores com tabuleiro e cartas sobre a mesa

Cartas formando cenário

Dado uma policial veterana
E que tem comida pronta em casa
Quando ela estiver com fome
Então deve colocar a comida pra dentro da barriga
E deve lavar a louça

Cartas formando cenário

Dado uma alienígena
E está chovendo
Quando atacar a Terra
Então ela não deve aterrissar

 

 

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BDD no próximo DBTalk São Paulo

Semana que vem estaremos em São Paulo em evento promovido pela DBServer. Inscrições abertas até amanhã!

· 12 de Dezembro – 9h (welcome coffee) – 9:30 às 11:30 (workshop)
· Local: IMPACT HUB |Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 433 | Bairro Pinheiros – São Paulo
· Inscrições via e-mail: eventos@dbserver.com.br | Enviar nome completo, e-mail, telefone, empresa em que atua e cargo
· Vagas limitadas e inscrições válidas até 08.12

Workshop de Introdução ao BDD

BDD (Behaviour-Driven Development) é uma técnica colaborativa para definir e implementar sistemas através da descrição do seu comportamento, utilizando linguagem de negócios em cenários e exemplos para esclarecer os requisitos. Se associado à automação de testes funcionais, o BDD permite a geração de documentação viva, que se mantém relevante e atualizada durante a vida da aplicação.

Participantes deste workshop podem esperar como benefícios:
· Introdução aos conceitos de BDD e suas vantagens
· Estar aptos a aplicar a dinâmica de BDD Warriors em suas equipes
· Entender a relação entre BDD e automação como ferramentas independentes
· Conhecer a técnica de Example Mapping para estruturar a discussão sobre estórias
· Conhecer recursos para cenários complexos

Cartaz de divulgação com data e hora

Cards Against Agility em português

Um tempo atrás um colega do trabalho imprimiu o jogo Cards against Agility (uma versão do Cards against Humanity, só que com conceitos de Agile) para usar como quebra-gelo numa reunião de retrospectiva e gostou muito. De lá para cá fizemos uma adaptação para o português do Brasil e vimos que funciona mesmo muito bem como quebra-gelo: é fácil de explicar, rápido de jogar e engraçado. Como várias cartas falam de conceitos e anti-patterns de Agile, também pode ser usado como ponto de partida para uma retrospectiva.


Como jogar:

Embaralhe as perguntas e coloque-as numa pilha.
Embaralhe as respostas e distribua 10 para cada jogador.

A cada rodada, um jogador (juiz) compra uma pergunta e lê para os demais.

Os demais jogadores colocam sua melhor (mais engraçada) resposta viradas para baixo numa pilha.

OBS: Se a pergunta tiver 2 espaços, os jogadores compram 1 carta antes de jogar e se tiver 3 espaços, os jogadores compram 2. São jogadas tantas cartas quantas necessárias para completar os espaços.

O juiz embaralha as respostas, vira as cartas e decide qual a melhor segundo seus critérios pessoais.

O jogador que deu a resposta ganhadora fica com a carta de pergunta, para indicar que marcou um ponto (pode-se também fazer uma variação onde a pessoa ganha um chocolate, Bis funciona bem). Os jogadores compram 1 carta de resposta e o jogador seguinte passa a ser o juiz.

O vencedor é o jogador que tiver mais cartas de perguntas no momento em que se chegar ao fim das cartas ou quando se atingir um tempo pré-estabelecido.


Cards against Humanity por sua vez também é uma versão adulta e debochada de um outro jogo, Apples to Apples – as versões para usar no trabalho obviamente são mais “limpas”, mas você pode querer revisar as cartas mesmo assim.

E sim, a mecânica do BDD Warriors foi inspirada em CaH e é muuuuuito estranho fazer esse quebra-gelo e as pessoas comentarem que é parecido com o BDD Warriors!

Como foi a dinâmica de Keep Talking and Nobody Explodes

Sexta-feira teve dinâmica de retrospectiva com o jogo cooperativo Keep Talking and Nobody Explodes. Foi muito divertido e produtivo! Agradecemos aos participantes e à DBServer por ceder o espaço.

Fizemos da seguinte maneira:

  • Grupos de 3 a 4 pessoas, cada grupo com um notebook e um manual.
  • Quebra-gelo para decidir o nome das equipes
  • Apresentamos o tutorial que vem no jogo para os grupos, com o primeiro desarmador executando. Como nessa parte tem um texto a mais em inglês, é legal o facilitador dar uma ajuda.
  • A partir daí os grupos jogaram 4 partidas, rotacionando a pessoa que desarmava. Após cada rodada, os grupos fizeram mini-retrospectivas anotando o que ajudou, o que atrapalhou e o que fazer para melhorar.
  • Após as quatro rodadas (cerca de 30 minutos), fizemos uma discussão sobre os paralelos entre o jogos e dia-a-dia no trabalho. Alguns dos pontos levantados:
    • Comunicação sobre o que está acontecendo
    • Estabelecer uma linguagem comum
    • Pressa em sair fazendo sem entender
    • Voltar a ter dificuldades quando surge algo totalmente novo
    • Organizar as tarefas
Uma jogadora no notebook enquanto duas outras lêem o manual
Keep Talking and Nobody Explodes
Um jogador rotaciona a bomba no note enquanto outros três lêem o manual
O desarmador só vê a bomba e os especialistas só vêem o manual
Folha de anotações e manual impressos em papel reciclado
Exemplo de anotações feitas pelos jogadores durante a retrospectiva

Oficina com Keep Talking and Nobody Explodes

Keep Talking and Nobody Explodes (“Continue falando e ninguém explode”) é um jogo cooperativo assimétrico que necessita calma, organização e ótima comunicação. A pessoa no notebook está tentando desarmar uma bomba e precisa descrevê-la para a(s) pessoa(s) que estão com o manual de desarmamento. Uma partida dura 5 minutos ou menos, que é o tempo da bomba explodir. As bombas são geradas aleatoriamente, fazendo com que a sequência de passos seja sempre diferente.

Achou legal? Quer conhecer e ajudar a criar uma dinâmica de retrospectiva usando o jogo?

Oficina de Retrospectiva
Quando: 24/11 – 19h às 20h
Onde: Av. Ipiranga, 6681, Prédio 99A (Tecnopuc), 5° andar – DBServer
Inscrições gratuitasVaga limitadas

Jogadora gesticula em frente do note e um jogador lê o manual, enquanto duas pessoas observam

Jogadora com notebook enquanto 5 pessoas da equipe lêem o manual do outro lado da mesa

Jogador numa mesa com o note enquanto outra jogadora lê as instruções no manual

Jogador utiliza note com leitor de tela para ler o manual enquanto outra jogadora vê o note com a bomba

Link do site oficial O jogo em si requer bem pouco inglês (tipo next-next-start). Traduções do manual feitas por fãs existem na Internet, só atente para o número da revisão.

BDD Warriors no modo hard

Grupo de jogo com outra mesa de jogo e janela ao fundo
BDD Warriors na sala de aula

Quinta-feira durante uma partida de BDD Warriors na FACIN, o Jorge Audy comentou que ele prefere a variante em que cada jogador completa os espaços da sua carta no momento em que a joga. Esse é o modo difícil, pois exige que as pessoas tenham boa memória para lembrar o que foi dito em cada carta.

No entanto, pensando um pouco melhor, isso pode ser um anti-pattern de BDD. Uma das dicas para escrita de cenários é iniciar pelo Então e trabalhar de baixo para cima. Ou seja, é preciso saber onde se quer chegar. E realmente percebe-se durante o jogo que as pessoas quando vão completar um cenário começam confiantes e quando chegam no Então não sabem como concluir.

Então duas sugestões para o facilitador do jogo na hora de explicar as regras seriam: completar os espaços somente no momento de terminar o cenário, jogando as cartas em qualquer ordem, ou completar conforme se vai montando, porém obrigando a jogar as cartas na ordem Então-Quando-Dado.

Grupo jogando com o professor e outra mesa de jogo ao fundo
Complementação do trabalho de Especificação por Exemplo.