Uma lista de jogos de tabuleiro para usar no trabalho

Antes de seguirmos para a lista propriamente ditas, alguns itens gerais sobre jogos no local de trabalho:

  • Considere o tempo de montar o tabuleiro e a quantidade de espaço necessário (incluindo se as pessoas terão que se atravessar, ler de cabeça para baixo, etc).
  • Verifique se alguém tem necessidades de acessibilidade que impeçam o jogo. Meeple Like Us é um recurso fantástico nesse sentido. Se você sabe inglês, leia um dos seus accessibility tear-downs para ver o que isso implica. Se não, eles têm uma lista resumida.
  • Certifique-se de saber como explicar as regras. Pratique explicando-os a alguém (oi, mãe!). Guias do YouTube podem ser úteis aqui.
  •  Dito isso, não é necessário entrar em todos os detalhes antes de começar a jogar, especialmente se você estiver jogando com / facilitando apenas um grupo. Você pode dizer “vamos começar e eu responderei as perguntas quando elas surgirem”.
  • Gentilmente direcione os jogadores se eles tiverem um caso de paralisia de análise.
  • Dependendo do jogo, você pode adicionar mais jogadores fazendo com que duas pessoas controlem um peão.
  • Comprar o aplicativo ou a versão do Steam é uma maneira barata de aprender os detalhes do jogo. Esteja ciente de que levará menos tempo para jogar do que na versão física.
  • Contexto é importante: explique o propósito de jogar esse jogo no trabalho e depois verifique o que as pessoas obtiveram com a dinâmica (se é que algo).

Ah, e se você estiver usando jogos cooperativos (cerca de metade da lista a seguir), pode ser útil defini-los para o seu grupo: jogos em que todos estão na mesma equipe e jogando contra o jogo. Todo mundo ganha ou perde juntos.

O coop rápido: Hanabi

Hanabi é um jogo de cartas cooperativo leve que funciona muito bem no trabalho. É rápido para explicar e jogar, é barato de comprar, força todos a participarem igualmente e se comunicarem bem, é desafiador, mas não brutal para os jogadores, e ele literalmente não começa a menos que as pessoas se ajudem mutuamente.

O jogo faz isso através de uma simples mecânica de informações ocultas: os jogadores seguram as cartas voltadas para fora e só descobrem o que estão segurando se um dos outros jogadores lhes der uma pista.

(Você pode estar pensando: as pessoas não ajudam umas às outras em todos os cooperativos? Sim e não. Os coops geralmente permitem que os jogadores trabalhem separadamente com o mesmo objetivo. Não é necessariamente uma boa estratégia, veja bem, mas é possível.

Stats: 2-5 jogadores, 30 minutos

Uma mulher e três homens jogando Hanabi, um outro grupo no fundo.
Hanabi
A viagem psicodélica: Dixit

Dixit é um jogo de festa imensamente popular, conhecido pela arte linda e estranha. É um jogo competitivo (uma das expansões tem opção para jogar em equipes, que competem entre si). Isso estimula a dedução e a criatividade: os jogadores se revezam descrevendo cartas em termos não muito óbvios e adivinhando o que os outros queriam dizer.

Existem vários posts na internet sobre o uso de Dixit, não como jogo, mas como uma forma de encorajar as equipes a falarem durante as retrospectivas. (Incluem também fotos melhores das cartas).

Tecnicamente, você não precisa da trilha de pontos para jogar, apenas as cartas e papel para anotar votos e pontos (em outras palavras, podem ser usadas apenas as expansões, mais acessíveis financeiramente).

Stats: 3 – 6 jogadores (jogo base) ou 12 jogadores (expansão Odyssey), 30 minutos

Trilha de pontos ao lado de cartas mostrando: palhaço fazendo malabarismo com fogo no alto de uma pilha de bombas, cavaleiro templário ajoelhado diante de TVs, caneta voando com etiqueta de preço, gárgula com bolhas e balões com rostos de animais voando com um menino sobre lava
Dixit Odyssey
O que é bem igual ao seu trabalho: Ilha Proibida

Ilha Proibida e outros nesta família (Pandemia, Deserto Proibido, Ghost Stories, Yggdrasil) é um jogo cooperativo com poderes variáveis ​​para cada jogador. Pandemia é o mais famoso, porém Ilha Proibida tem a vantagem de ser mais simples e fácil de ganhar.

O que esses jogos têm em comum é que cada jogador tem um poder especial e que o jogo segue criando obstáculos para a equipe cada vez mais e mais rápido.

Os jogadores precisam descobrir a melhor forma de usar seus poderes e equilibrar as ações que os aproximam da vitória (encontrar tesouros) com ações que evitam uma perda imediata (impedir que a ilha afunde com a quantidade de bugs enquanto a equipe ainda está nela).

Stats: 2-4 jogadores, 30 minutos

Componentes do jogo sobre uma mesa de vidro. Cartas representam partes da ilha e seus tesouros.
Ilha Proibida
O exemplo de responder a mudanças: Fluxx

Fluxx é um jogo de cartas competitivo no qual os jogadores podem alterar as regras e as condições de vitória, por exemplo, quantas cartas são compradas, jogadas, mantidas na mão, etc. Para ganhar o jogo, o jogador tem que juntar certas cartas – quais exatamente também é sujeito a alterações.

É um jogo que premia o pensamento tático rápido , em oposição à estratégia de longo prazo, e ao mesmo tempo ilustra como é frustrante estar perto do objetivo quando tudo muda, o que acontece várias vezes durante o jogo.

Stats: 2-6 jogadores, 5-30 minutos (sim, viu o tempo variável? Não é possível prever mudanças!)

3 cartas de regras amarelas e 2 cartas de objetivos cor-de-rosa
Fluxx
A cruza de Dixit com Detetive: Mysterium

Mysterium é um jogo cooperativo assimétrico que também tem uma arte linda e estranha. Exige imaginação e pensamento lateral para combinar pistas com suspeito, local e arma do crime (ou motivo do crime, na última expansão).

Um jogador tem um papel diferente de todos os outros – o de fornecer as pistas – e um efeito colateral interessante dessa assimetria é que as pessoas tendem a reclamar das pistas porque não entendem as restrições que aquele jogador está sofrendo. Mudar de papéis é uma boa maneira de criar empatia .

Embora nominalmente para até 7 jogadores, nós experimentamos com 13, combinando-o com o conceito de colaboração em silêncio . Isso transformou Mysterium em um bom jogo para jogar com um colega de trabalho surdo em um momento em que o restante da equipe ainda estava aprendendo Libras.

Stats: 2-7 (ou mais) jogadores, 45 minutos.

11 pessoas sentam-se em torno de duas mesas unidas, mais uma mulher em pé. Muitas cartas coloridas estão espalhados sobre a mesa e um porta-cartas especial divide duas áreas.
Mysterium
O que é quase NSFW: Cards Against Agility

Cards Against AgilityCards for Agility são duas versões do Cards Against Humanity (CAH), que por si é uma versão do Apples to Apples. É um jogo print&play rápido e divertido , bom para quebrar o gelo, e pode ser usado para iniciar uma retrospectiva ou para discutir conceitos ágeis com os quais a equipe não está familiarizada.

CAH é famoso por ser muito ofensivo, e você pode encontrar algumas cartas questionáveis ​​nas versões Ágil, mas é fácil produzir suas próprias cartas com um humor mais limpo. Na verdade, projetar sua própria versão pode ser um ótimo exercício em equipe. Temos uma versão disponível em Português do Brasil , com referências localizadas (já que o Brasil, infelizmente, desconhece o Eurovision).

Stats: 4-10 jogadores, 30 minutos

O videogame: Keep Talking and Nobody Explodes

Keep Talking and Nobody Explodes (Siga Falando E Ninguém Explode) tecnicamente não é um jogo de tabuleiro, mas é um jogo fantástico para usar no trabalho. É um jogo cooperativo assimétrico em que um jogador precisa desarmar uma bomba (exibida no computador) de acordo com as instruções que o resto da equipe lê em um manual.

Requer um alto grau de comunicação e o estabelecimento de uma linguagem comum toda vez que os módulos de bomba mudam. Usamos o KTaNE em retrospectivas para discutir vários aspectos do trabalho em equipe.

O jogo também é interessante porque precisa de diferentes estratégias para compartilhar informações dependendo da equipe: ninguém nunca jogou, alguns jogaram, todos já jogaram.

O manual em PDF está disponível em vários idiomas na internet e as seções somente texto são acessíveis a pessoas com deficiência visual usando um leitor de tela.

Stats: 2-5 jogadores, 5 minutos (que esperança. Ninguém nunca joga uma só partida.)

Duas mulheres lêem um manual enquanto outra examina a bomba exibida no laptop
Keep Talking and Nobody Explodes
O jogo de adivinhação: The Mystery of Dattakamo

O Mistério de Dattakamo é um jogo projetado para ser acessível a pessoas com deficiência visual. Usando apenas o tato, um jogador decide o que é um objeto abstrato e os outros, também por tato, devem adivinhar o que foi pensado através de uma série de perguntas com resposta sim / não.

Ele incentiva as pessoas a serem criativas e, apesar de competitivo, acaba numa sessão de brainstorming semelhante a jogos como Black Stories. Pode ser facilmente adaptado a uma versão cooperativa.

O mesmo designer tem uma variação interessante do jogo da velha, chamado Arabian Pots, que é baseado no som e, portanto, também acessível.

Stats: 3-12 jogadores, 15 minutos

A propaganda descarada: BDD Warriors

O BDD Warriors é um jogo de cartas competitivo, print & play usado com introdução ao Behavior-Driven Development. Ele requer que os jogadores criem cenários usando conceitos de ficção científica e fantasia e demonstra que trabalhar em grupo em cenários com um único domínio leva a resultados melhores.

Stats: 2-6 jogadores, 40 minutos

Um grupo de pessoas sentadas no chão em um círculo e jogando BDD Warriors, algumas pessoas observando em torno deles
BDD Warriors
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Como foi a dinâmica de Keep Talking and Nobody Explodes

Sexta-feira teve dinâmica de retrospectiva com o jogo cooperativo Keep Talking and Nobody Explodes. Foi muito divertido e produtivo! Agradecemos aos participantes e à DBServer por ceder o espaço.

Fizemos da seguinte maneira:

  • Grupos de 3 a 4 pessoas, cada grupo com um notebook e um manual.
  • Quebra-gelo para decidir o nome das equipes
  • Apresentamos o tutorial que vem no jogo para os grupos, com o primeiro desarmador executando. Como nessa parte tem um texto a mais em inglês, é legal o facilitador dar uma ajuda.
  • A partir daí os grupos jogaram 4 partidas, rotacionando a pessoa que desarmava. Após cada rodada, os grupos fizeram mini-retrospectivas anotando o que ajudou, o que atrapalhou e o que fazer para melhorar.
  • Após as quatro rodadas (cerca de 30 minutos), fizemos uma discussão sobre os paralelos entre o jogos e dia-a-dia no trabalho. Alguns dos pontos levantados:
    • Comunicação sobre o que está acontecendo
    • Estabelecer uma linguagem comum
    • Pressa em sair fazendo sem entender
    • Voltar a ter dificuldades quando surge algo totalmente novo
    • Organizar as tarefas
Uma jogadora no notebook enquanto duas outras lêem o manual
Keep Talking and Nobody Explodes
Um jogador rotaciona a bomba no note enquanto outros três lêem o manual
O desarmador só vê a bomba e os especialistas só vêem o manual
Folha de anotações e manual impressos em papel reciclado
Exemplo de anotações feitas pelos jogadores durante a retrospectiva

Oficina com Keep Talking and Nobody Explodes

Keep Talking and Nobody Explodes (“Continue falando e ninguém explode”) é um jogo cooperativo assimétrico que necessita calma, organização e ótima comunicação. A pessoa no notebook está tentando desarmar uma bomba e precisa descrevê-la para a(s) pessoa(s) que estão com o manual de desarmamento. Uma partida dura 5 minutos ou menos, que é o tempo da bomba explodir. As bombas são geradas aleatoriamente, fazendo com que a sequência de passos seja sempre diferente.

Achou legal? Quer conhecer e ajudar a criar uma dinâmica de retrospectiva usando o jogo?

Oficina de Retrospectiva
Quando: 24/11 – 19h às 20h
Onde: Av. Ipiranga, 6681, Prédio 99A (Tecnopuc), 5° andar – DBServer
Inscrições gratuitasVaga limitadas

Jogadora gesticula em frente do note e um jogador lê o manual, enquanto duas pessoas observam

Jogadora com notebook enquanto 5 pessoas da equipe lêem o manual do outro lado da mesa

Jogador numa mesa com o note enquanto outra jogadora lê as instruções no manual

Jogador utiliza note com leitor de tela para ler o manual enquanto outra jogadora vê o note com a bomba

Link do site oficial O jogo em si requer bem pouco inglês (tipo next-next-start). Traduções do manual feitas por fãs existem na Internet, só atente para o número da revisão.

Aula na FUNDATEC

A convite da Tanara, participamos de uma aula sobre Comunicação e Trabalho em Equipe na FUNDATEC. Levamos duas dinâmicas e dois jogos cooperativos.

Telefone Sem Fio/Visual Phone: essa é uma atividade rápida para quebra-gelo, que demonstra como os detalhes se perdem ao passar de uma pessoa para a outra quando, ainda mais sem poder pedir esclarecimentos. Fizemos a variação em que dois grupos iniciam a partir da mesma frase.

4 pessoas lendo seus papéis em frente da sala
Analisando resultado do Visual Phone

Mysterium : jogo cooperativo em que um jogador (fantasma) tenta passar informações usando apenas cartas com imagens, enquanto os outros (médiuns) tentam adivinhar ao que as imagens se referem. É interessante que, por ser um jogo assimétrico e de comunicação limitada, Mysterium acaba reproduzindo a frustração de times que trabalham separados. Para poder jogar com todo mundo, agrupamos 2 pessoas por personagem. Uma outra variação (que não usamos dessa vez) é não permitir que os médiuns se comuniquem verbalmente.

Jogo Mysterium montado sobre a mesa com um esqueleto fazendo papel de fantasma
Mysterium

Desafio LEGO (não clique no link se não quiser spoilers!): dinâmica em que o grupo tenta construir um objeto em conjunto, sem conversar, sendo que cada pessoa tem instruções individuais que não pode revelar aos outros.

Grupo montando LEGO
Desafio LEGO
Grupo montando LEGO
Desafio LEGO

Hanabi: jogo cooperativo em que o jogador não enxerga as próprias cartas e depende de dicas passadas pelos demais para decidir o que jogar. É um jogo que exige que se pense constantemente em qual a melhor forma de ajudar os demais.

Jogador apontando a carta
Dando uma dica no Hanabi
Pessoas jogando Hanabi
Hanabi

Outros jogos: Ilha Proibida

Ilha Proibida é um jogo cooperativo onde uma equipe de aventureiros precisa juntar um tesouro e sair de uma ilha antes que ela afunde. É um dos mais simples entre os coops desse tipo (com poderes variáveis por personagem e pontos de ação por turno, para quem está tomando nota em casa).

E obviamente é uma oportunidade para eu escrever a validação das regras do jogo em formato de cenário.

A forma como o jogo faz a ilha afundar é comprando as chamadas cartas de alagamento, que correspondem a locais da ilha. Se a carta comprada corresponde a uma peça já alagada, isso quer dizer que o local afundou de vez; e peça e carta são removidas do jogo. Caso contrário a peça é virada para o lado alagado e a carta é colocada na pilha de descarte.

(Os jogadores podem tentar aterrar a ilha mais rápido do que ela afunda enquanto procuram o tesouro. É divertido.)

Tabuleiro do jogo
Cada vez mais peças alagam (azuis) e afundam (vazios) e os jogadores têm menos opções de movimento

Cenário: Devem ser compradas tantas cartas quanto o nível da água
Dado que o nível de água é 3
Quando o jogador terminar de comprar cartas de tesouro
Então o jogador deve comprar 3 cartas de alagamento

(Os plugins em geral entendem qualquer número como parâmetro, portanto não é preciso colocar 3 entre aspas)

Cenário: Deve alagar peças que ainda não estão alagadas
Dado que a peça “Caverna de Lava” não está alagada
Quando a carta “Caverna de Lava” for comprada do baralho de alagamento
Então essa peça deve ser virada para o lado alagado
E essa carta deve ser colocada na pilha de descarte

Cenário: Deve remover peças que já estão alagadas 
Dado que a peça “Templo da Lua” está alagada
Quando a carta “Templo da Lua” for comprada do baralho de alagamento
Então essa peça deve ser removida do tabuleiro
E essa carta deve ser removida do jogo

(Resista à tentação de escrever “quando a peça estiver alagada”, pois isso é a pré-condição e o quando é o evento sendo testado, como já comentei)

Enquanto não sai nova tiragem do jogo no Brasil, Ilha Proibida está disponível em versão app em português.

Outros jogos: Sentinelas do Multiverso

Como nem só de BDD vive o dev, a gente também joga coops, como Sentinelas do Multiverso.

Jogadores lendo uma carta
Turno do cenário: bando de velociraptors ataca o alvo com menos pontos de vida

Sentinelas é como fazer sprints com um backlog enorme: o vilão tem 100 pontos de vida e os heróis muitas vezes começam dando soquinhos que causam 1 ponto de dano.

Cartas jogadas na mesa e marcadores de pontos
Legacy + Campo de Obsidianas = aumento de dano

Ao longo do jogo, os jogadores vão criando um framework de cartas que auxilia a produtividade deles, então o dano causado a cada rodada aumenta.

Tela do app com ataque supersônico da Tachyon
WHOOSH!

Contexto:
Dado que Tachyon e Matriarch têm bônus por serem arqui-inimigas

Cenário: Devem ser calculados os bônus de ataque
Dado que Matriarch tem 1 ponto de vida
E Legacy usou seu poder de Inspiring Presence
E Argent Adept usou seu poder Syncopated Onslaught em Tachyon
Quando Tachyon jogar Hypersonic Assault
Então Tachyon deve causar 4 pontos de dano sônico
E Matriarch deve ficar com -3 pontos de vida
E os heróis devem ganhar o jogo

Tela do app mostrando ataque de fogo da Expatriette
FWOOOM!

Cenário: Deve alterar o tipo de dano do ataque
Dado que Omnitron tem 61 pontos de vida
E Expatriette jogou Tactical Shotgun
E Expatriette jogou Incendiary Rounds sobre Tactical Shotgun
E Legacy usou seu poder de Inspiring Presence
Quando Expatriette usar seu poder Tactical Shotgun em Omnitron
Então Expatriette deve causar 6 pontos de dano de fogo
E Ominitron deve ficar com 55 pontos de vida

A versão física brasileira foi trazida pela Gigante Jogos, mas se você comprar em Porto Alegre, dá para economizar o frete.

A versão digital existe em várias plataformas e inclui multiplayer. Atenção, se você estiver pesquisando no seu smartphone, que “Sentinels Sidekick” é um app para ajudar a contar pontos da versão cartas, não o jogo em si.