Corações da Lila: um jogo sobre inclusão

Corações da Lila é um jogo de cartas que nasceu da combinação da turma da DBServer que sempre se reunia para jogar no almoço com a necessidade do Grupo de Inclusão de disseminar informações sobre o tratamento adequado de pessoas com deficiência (PCDs).

LILA é a sigla de Ler Interpretar Lembrar Agir, as etapas que as pessoas seguem primeiro enquanto jogam e depois em situações da vida real.

Sete pessoas sentadas em torno de uma mesa jogando. As cartas ficam sobre a mesa, pode-se ver que tem texto e corações impressos. A parede ao fundo tem figuras coloridas saindo de um cérebro.
Novos colaboradores da DBServer usando o jogo

Baixe os arquivos para impressão do jogo aqui.

REGRAS

SETUP para 2 a 6 jogadores:

  1. Separe os corações por tamanho e bônus
  2. Distribua 2 corações pequenos (sem bônus) para cada pessoa
  3. Embaralhe as 54 cartas, abra 6 na área de compras e coloque as demais voltadas para baixo numa pilha
  4. Embaralhe as 14 cartas de objetivo e coloque voltadas para baixo numa pilha
  5. Embaralhe as 6 cartas de início de jogo e retire uma para determinar quem começa. Prossiga em sentido horário.

Vitória: Ganha quem tiver mais pontos ao final. Pontos são obtidos através de cartas e objetivos.

Categorias: as cartas dividem-se em Visual, Auditiva, Intelectual, Física, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Genérica.

Tipos: as cartas dividem-se em Definição, Informação, Pessoa, Filme e Ação.

Coringas: cartas de categoria genérica que contam para os objetivos e não dão bônus.

Corações Bônus: São corações permanentes. Podem ser usados nas ações de compra e não são devolvidos até o fim. São ganhos na execução do bônus de cartas de ação ou informação.

Execução do bônus: embaralhar as 6 cartas de bônus de Ação ou 3 de Informação e escolher uma ao acaso.

Encerramento: quando alguém atingir 8 pontos nas cartas, as jogadoras que faltam para completar o turno jogam mais uma vez. Os pontos dos objetivos são contados após o encerramento.

Na sua vez a jogadora pode escolher UMA AÇÃO  abaixo:

Comprar corações: 2 corações pequenos OU 1 coração grande, se não tiver atingido o limite de 5 corações de qualquer tipo.

Comprar carta: 1 carta com seus corações do tamanho indicado. Retorne os corações para a área de compras, exceto os bônus. Coloque a carta na sua área de cartas com face para cima. Se a carta tiver um bônus, executar o bônus correspondente.

Comprar objetivo: 1 carta de objetivo do alto da pilha por 1 coração pequeno OU escolher 1 de 2 cartas de objetivo aleatórias por 1 coração grande. Coloque na sua área de cartas voltada para cima. Retorne os corações para a área de compras, exceto os bônus.

Licença Creative Commons
Corações da Lila de A.C. Hermann, Bruna Descovi da Silva, Isadora Giongo Brandalise, Larissa Yasin Gonçalves Galuschka está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional. Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença em https://bddwarriors.wordpress.com.
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Relato de uso do BDD Warriors

Relato muito bacana do uso do BDD Warriors em uma empresa, com boas dicas sobre BDD e sobre a aplicação do jogo. Mil agradecimentos à Karoline Leite e sua equipe!

https://diariodebordo.creditas.com.br/bdd-warriors-na-creditas/

Playteste de variação de regras

Uma sugestão feita no AgileBrazil para o BDD Warriors foi permitir usar a cláusula E no momento em que um cenário está sendo completado, então resolvemos fazer um teste dessa variação.

Conclusão: é um recurso interessante e pode-se fazer um paralelo com o trabalho se os cenários estiverem confusos e difíceis de sair. Não aconteceu muito nessa partida – talvez porque também jogamos os Es do modo normal durante o jogo.

Quatro jogadores com tabuleiro e cartas sobre a mesa

Cartas formando cenário

Dado uma policial veterana
E que tem comida pronta em casa
Quando ela estiver com fome
Então deve colocar a comida pra dentro da barriga
E deve lavar a louça

Cartas formando cenário

Dado uma alienígena
E está chovendo
Quando atacar a Terra
Então ela não deve aterrissar

 

 

Contexto e as regras da casa

Esse post é trazido até você por Alice, Bob e o Chapeleiro Maluco.

Mostrando o jogo para outras pessoas acabei formulando uma “regra da casa”[1] em relação ao contexto do cenário.

Contexto em BDD são aquelas pré-condições comuns a todos os cenários de uma funcionalidade.

O BDD Warriors não usa esse conceito explicitamente na sua mecânica[2], porém pode-se pensar que o mundo fictício implícito no cenário funciona como contexto. Ou seja, se o cenário é sobre uma espaçonave, você pode convencer os outros jogadores que ela já vem com alienígenas, mas “aranhas” provavelmente não vai colar[3]. Ou você pode tentar que os personagens das cartas não sejam pessoas genéricas.

[1]  Regra da casa é quando você muda as regras de um jogo no conforto da sua casa porque quem inventou não está ali para dizer que não pode.

[2] Hmmm… anotar ideia para expansão.

[3] Exemplo real. O cenário foi reformulado para conter “aranhas alienígenas”

Competição ou Colaboração

Quem já me ouviu exaltando jogos cooperativos como Hanabi ou Ilha Proibida costuma assumir que BDD Warriors também é coop.

Não é.

É cada um por si, então use bem aquela carta de bloquear outro jogador.

Já pensei em fazer uma versão com dois ou três times de duas pessoas jogando uns contra os outros (alguém quer tentar e me dizer como foi?), mas não penso em fazer completamente cooperativo.

No princípio isso foi para fazer algo diferente do meu outro projeto de jogo, o Agile Life. Porém depois de algumas sessões de BDD Warriors, eu percebi o seguinte: os cenários dos jogadores saem melhores quando são questionados e isso é exatamente o que acontece na vida real com cenários de BDD onde a equipe trabalha em conjunto. Trabalho colaborativo não quer dizer que as pessoas nunca discordam umas das outras.

Então voltando ao BDD Warriors, se todo mundo estivesse no mesmo time, a forma óbvia de ganhar o jogo seria aceitar todo e qualquer cenário, fazendo um monte de pontos – o jogo em si não teria nenhuma mecânica para dificultar a vida dos jogadores. E isso além de não ter graça, não ia demonstrar nada sobre a construção de cenários na prática.

(E não, Gabriel, também não penso em mudar a regra para que Chuck Norris ganhe automaticamente o jogo…)