Contexto e as regras da casa

Esse post é trazido até você por Alice, Bob e o Chapeleiro Maluco.

Mostrando o jogo para outras pessoas acabei formulando uma “regra da casa”[1] em relação ao contexto do cenário.

Contexto em BDD são aquelas pré-condições comuns a todos os cenários de uma funcionalidade.

O BDD Warriors não usa esse conceito explicitamente na sua mecânica[2], porém pode-se pensar que o mundo fictício implícito no cenário funciona como contexto. Ou seja, se o cenário é sobre uma espaçonave, você pode convencer os outros jogadores que ela já vem com alienígenas, mas “aranhas” provavelmente não vai colar[3]. Ou você pode tentar que os personagens das cartas não sejam pessoas genéricas.

[1]  Regra da casa é quando você muda as regras de um jogo no conforto da sua casa porque quem inventou não está ali para dizer que não pode.

[2] Hmmm… anotar ideia para expansão.

[3] Exemplo real. O cenário foi reformulado para conter “aranhas alienígenas”

Competição ou Colaboração

Quem já me ouviu exaltando jogos cooperativos como Hanabi ou Ilha Proibida costuma assumir que BDD Warriors também é coop.

Não é.

É cada um por si, então use bem aquela carta de bloquear outro jogador.

Já pensei em fazer uma versão com dois ou três times de duas pessoas jogando uns contra os outros (alguém quer tentar e me dizer como foi?), mas não penso em fazer completamente cooperativo.

No princípio isso foi para fazer algo diferente do meu outro projeto de jogo, o Agile Life. Porém depois de algumas sessões de BDD Warriors, eu percebi o seguinte: os cenários dos jogadores saem melhores quando são questionados e isso é exatamente o que acontece na vida real com cenários de BDD onde a equipe trabalha em conjunto. Trabalho colaborativo não quer dizer que as pessoas nunca discordam umas das outras.

Então voltando ao BDD Warriors, se todo mundo estivesse no mesmo time, a forma óbvia de ganhar o jogo seria aceitar todo e qualquer cenário, fazendo um monte de pontos – o jogo em si não teria nenhuma mecânica para dificultar a vida dos jogadores. E isso além de não ter graça, não ia demonstrar nada sobre a construção de cenários na prática.

(E não, Gabriel, também não penso em mudar a regra para que Chuck Norris ganhe automaticamente o jogo…)